Translate

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Roberto Carlos, el eterno romántico

Roberto Carlos, el eterno romántico

SEGUIR

El músico brasileño repasó su extenso repertorio en el Luna Park
El músico brasileño repasó su extenso repertorio en el Luna Park. Foto: Rodrigo Néspolo
20921
50 años de éxitos en español / Músicos: Roberto Carlos (voz), Eduardo Lages (dirección musical y piano), Artur Borba (teclados), Norival D'Angelo (batería), Dario Ract (bajo), Elias Almeida y Paulo Ferreira (guitarras), Clécio Forttuna (saxo alto), Ubaldo Versolato (saxo tenor), Jorge Berto (trombón), João Lenhari y Manoel Santos (trompetas) / Concierto: el último viernes / Sala: Luna Park / Nuestra opinión: bueno
Cuando un músico tiene varias décadas de trayectoria artística y muchas visitas a un país ni siquiera necesita una excusa para que la gente vaya a uno de sus conciertos. El último disco de Roberto Carlos salió el año pasado, pero no es necesario decir que viene a presentar ese álbum para que los fans argentinos decidan ir a verlo. Para muchos, alcanza saber que viene para ir a sacar una entrada, más allá de lo que venga a cantar. El programa de mano del concierto que Roberto Carlos dio el último viernes en el Luna Park tenía una referencia a los 50 años que este famoso brasileño lleva cantando en castellano. Pero eso era apenas una formalidad. Porque era sabido que cantaría en castellano y que cantaría más en castellano que en portugués.
Bendecido debe sentirse un músico como él, que, con 75 años y más de medio siglo de carrera como cantante, pueda seguir viajando a países que no son el suyo, llenando salas como la del Luna Park y cantando de manera impecable, como Roberto Carlos puede hacerlo.
Porque, lejos de aquellos a los que el cuarto de hora les pasó hace rato pero siguen en la ruta y son casi caricaturas de sí mismos, Roberto Carlos Braga se planta sobre el escenario con la madurez de sus años y su experiencia. Y canta.
Canta lo que el público quiere escuchar. Y su banda lo sigue, en algunos temas con más entusiasmo que en otros, durante poco más de dos horas en las que desfila una veintena de temas que fueron éxitos de su carrera. Casualmente, muchos de ellos están en su último disco, Primera fila; un refresh de viejas piezas que registró en el estudio Abbey Road de Londres.
Pero si no hubieran estado en ese disco las cantaría igual. El público que asistió a su último show porteño fue a escuchar "Amada amante", "Un millón de amigos", "Ese tipo soy yo", "Jesucristo", "Lady Laura", "Mujer pequeña", "Cóncavo y convexo" y "La distancia", entre muchos otros. El público le cantó el "Feliz cumpleaños", porque Roberto había cumplido 75 el martes anterior, y coreó o susurró (según el caso) muchas de esas canciones que formaron parte de la banda de sonido de su juventud.
Y Roberto Carlos volvió a ser ese eterno romántico, en cada detalle, con cada una de sus canciones, incluso con una delicada versión de "El día que me quieras", tema que grabó hace cuatro décadas.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Show Roberto Carlos ao Vivo

"ROBERTO CARLOS ESPECIAL 75 ANOS" DIA19 DE ABRIL COM FLASHES AO VIVO DE ...

Confira a entrevista de Roberto Carlos antes de show em Cachoeiro de Ita...

ROBERTO EM ITAPEMIRIM


ANIVERSÁRIO -75 ANOS


7 discos (e meio) para entender o reinado de Roberto Carlos

7 discos (e meio) para entender o reinado de Roberto Carlos

Tiago Dias
Do UOL, em São Paulo
 Imprimir Comunicar erro
  • Divulgação
    Roberto Carlos estrela o filme ''Roberto Carlos em Ritmo de Aventura'' (1968), de Roberto Farias.
    Roberto Carlos estrela o filme ''Roberto Carlos em Ritmo de Aventura'' (1968), de Roberto Farias.
Nunca houve um cantor no Brasil com tanto apelo e poder de fogo como Roberto Carlos. É como se os Beatles fossem condensados na figura de um franzino e sedutor artista, que, em plenos 75 anos, completados nesta terça-feira, ainda encanta uma legião de fãs.

Musicalmente, entretanto, Roberto foi perdendo a relevância com o passar do tempo. As apresentações repetidas e o repertório engessado o afastaram de um público mais jovem, que o via como um artista quase 'brega'. Mas nem sempre foi assim. 
Para fazer jus ao título de Rei, recordamos a fase em que a coroa de Roberto mais brilhou – do momento em que ele despontou como príncipe da Jovem Guarda, em 1966, até o flerte com a música romântica em 1972.
São sete joias, lançadas na sequência, e mais um bônus vindo dos anos 1980, para entender o reinado de Roberto Carlos.

Para ouvir o disco, clique na capa de cada álbum: 

 

A fase áurea do Rei (1966-1972)

Divulgação
Divulgação

Roberto Carlos (1966) 

Roberto tinha acabado de estourar nacionalmente com o disco anterior "Jovem Guarda", mas é neste trabalho que seu reinado definitivamente começa. Toscamente gravado, o álbum traz aquela inocência dos anos 1950 em "Namoradinha de um Amigo Meu" (escrita por Roberto para Os Beatniks) e "Esqueça", mas dá um passo além. É um álbum de rock, criativo e enérgico, seja no riff que abre "Eu Te Darei o Céu" ou na bateria tribal em "Querem Acabar Comigo" -- uma das melhores composições da carreira, reflexo de todas as críticas que o atingiam na época. Em 1966, o cantor não tinha dimensão de seu próprio sucesso e passava os dias achando que seu momento iria passar. Destaque para o solo de sax em "O Gênio", para Renato e seus Blue Caps como banda de base e para o órgão de Lafayette que dá o tom de todo o disco.
Divulgação
Divulgação

Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1967) 

Prestes a gravar seu primeiro filme (que dá nome ao álbum), Roberto ampliou sua cozinha musical. Escolheu um trio de metais e formou o RC-7. O que viria a ser a trilha sonora do longa, dirigido por Roberto Faria, o álbum só ganhou com a aquisição -- e também com a participação de dois maestros arranjadores contratados da CBS: José Pacheco Lins, o Pachequinho, e o maestro Alexandre Gnattali. "Eu Sou Terrível" e "Quando" são, até hoje, clássicos absolutos. A evolução segue com o baixo nervoso de Paulo César Barros em "Você Não Serve Pra Mim". A batida funky de "Quando" já indicava um novo caminho para Roberto: a jovem guarda era muito pouco para o artista.
Divulgação
Divulgação

"O Inimitável" (1968) 

Primeiro disco do Roberto a ter uma produção realmente boa. Havia um investimento da gravadora, assim como nas letras, que deram um salto de qualidade. Saíram as bobinhas, como "O Feio", "O Gênio" e "O Sósia", e entraram temas mais românticos, como "Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo", marcando o início da grande obra de Roberto. O marco inaugural foi com "Se Você Pensa". Pedrada funkeada e barulhenta, a canção se tornou uma das favoritas de Caetano Veloso na época e fez a cabeça justamente dos artistas ditos "mais cabeça", sendo regravada por Elis e Gal Costa. Erasmo Carlos dizia na época: "Olha, nós somos legais mesmo!" Roberto também se destaca como intérprete em "O Tempo Vai Apagar" (Getúlio Cortes) e "E Não Vou Deixar Você Tão Só" (Antonio Marcos).
Divulgação
Divulgação

"Roberto Carlos" (1969) 

Com o cabelo longo e pinta de artista hippie, com colares e pulseiras, Roberto queria se desvincular totalmente da Jovem Guarda e dar passos maiores. Sabia que podia contar com Tim Maia, seu amigo de infância, quando o mesmo lhe procurou para oferecer uma canção. Pediu o que queria: Black music. O velho Tião compôs na hora "Não Vou Ficar". O disco é dominado por canções de amor lancinantes, embebidas nessa referência, como "As Curvas da Estrada de Santos", "Sua Estupidez" e "Nada Vai Me Convencer". "O Diamante Cor de Rosa", que viria a ser tema de seu segundo filme, é a única instrumental na discografia de Roberto, com o cantor tocando gaita na faixa. A turnê do disco, dirigido por Ronaldo Bôscoli, foi o primeiro a ter a orquestra no palco, o que faria a fama do Rei nos anos vindouros.
Divulgação
Divulgação

"Roberto Carlos" (1970) 

Roberto abre a década de 1970 no ápice da influência da Black music. Da balada "Ana" a funkeada "Se Eu Pudesse Voltar no Tempo", é um disco pulsante, com menos baladas. Até "Jesus Critso", sua primeira incursão em terreno espiritual, é um petardo no estilo. Influenciada pelo gospel americano e por musicais da época, como "Hair" e "Jesus Cristo Superstar", a canção causou polêmica justamente pelo seu gingado, o que incomodou os mais conservadores. "O Astronauta", diferente de tudo que viria a gravar, tem até vocalise ao fundo. A capa do disco mostra o cantor no palco do Canecão, em pose que se tornaria marca registrada: segurando o microfone com as mãos e erguendo o corpo pra trás
Divulgação
Divulgação

"Roberto Carlos" (1971) 

Único disco sem a imagem de Roberto na capa. A ilustração, com os cabelos do artista ao vento, se tornou icônica em sua discografia. A produção é do tamanho de um artista internacional . A partir dali, gravaria sempre nos melhores estúdios do mundo. É o disco que marca sua transição para um repertório mais romântico, sem cair no brega. Pelo contrário. A atmosfera é bluseira, soando como o country rock feito na época por Bob Dylan e Harry Nilsson. Prova disso é "Como 2 e 2" (de Caetano Veloso), "Você Não Sabe o Que Vai Perder" e "Debaixo dos Caracóis". "Detalhes", um dos maiores clássicos da música brasileira, é citada até hoje pelo cantor como a sua canção preferida e teve introdução criada pelo maestro norte-americano Jimmy Wisner. Ao mesmo tempo, o disco encerrou a fase rock-soul com as faixas "Todos Estão Surdos" e "Eu só Tenho Caminho".
Divulgação
Divulgação

"Roberto Carlos" (1972) 

Em um dos álbuns mais soturnos da carreira, Roberto reflete sobre o tempo. O tema está na regravação de "Acalanto", de Dorival Caymmi, em que revive a infância, e na confessional "O Divã", em que encara reminiscências, algo que já havia experimentado em "Traumas", do disco anterior. É a primeira vez em que ele fala sobre o acidente que o fez perder a perna ainda criança: "Relembro bem a festa, o apito/ e na multidão um grito/ o sangue no linho branco". Até este momento, Roberto se via como um hippie, e ele próprio observa seu próprio amadurecimento em "À Janela", sobre um jovem que está prestes a deixar a sair da casa dos pais. É o fim da fase mais juvenil de Roberto e o começo em que os especiais de fim de ano da Globo o moldariam criativamente.

Último grande disco

Divulgação
Divulgação

"Roberto Carlos" (1981) 

Longe da fase áurea, este disco serve como bônus -- é, talvez, o último grande trabalho do cantor e um dos grandes lançados nos confusos anos 1980, década pela qual muitos medalhões não conseguiram passar sem um escorregão. A janela dos tempos hippies havia sido devidamente fechada, dando ainda mais espaço para a onda religiosa ("Ele Está Para Chegar") e discursos ecológicos ("As Baleias"). É deste álbum que surgiu "Emoções", uma das canções mais regravadas e tocadas pelo próprio. Em uma pegada levemente dançante, arranjos no estilo pop rock e metais, o disco cresce com as baladas eróticas "Tudo Para" e "Cama e Mesa", hit dos inferninhos e motéis.